História do fado

 

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       «Povo que lavas no rio.
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão!
Pode haver quem de defenda
Quem compre o teu chão sagrado,
Mas a tua vida não…»

(Pedro Homem de Melo ) na voz de Amália Rodrigues
   O que se observa é uma disputa entre os que escrevem sobre o Fado, que como se diz na gíria popular, que cada um (puxa a brasa à sua sardinha:)  uns que o Fado teve como princípio o Bairro de Alfama, outros que em Alcântara, outros no Bairro Alto, outros na Madragoa, e mais precisamente no Bairro da Mouraria, por naquele Bairro terem habitado os mouros, por D. Afonso Henriques na era cristã os ter obrigado a sair do Bairro da Madragoa, obrigando-os a viver na parte oriental de Lisboa, e foi naquele sítio que os mouros se instalaram, daí o nome do Bairro da Mouraria.

           É certo que fora ali com paragens nas tabernas e bordéis   desses bairros populares do antigamente, que o Fado se celebrizou, denunciando a sua origem popular, a alma do povo, e bem cedo começou a frequentar os mais aristocráticos salões, sempre muito bem acolhido com entusiasmo e carinho pela fidalguia, e não se pode dizer que por este motivo  exista Fado aristocrático, e fado do povo, como alguns teimam em dizer:   e tambem não há Fado velho e Fado novo, porque existe só um FADO.

As figuras expostas no quadro de Malhoa que simboliza o Fado, não são nem a Severa, nem o conde do Vimioso o que por vezes ousam dizer: as figuras expostas,  são: a Adelaide que tinha por alcunha a (Adelaide da Facada," por numa briga ter ficado com cicatrízes  na face esquerda, e por isso aparece no quadro nessa posição:  ele é o Amâncio guitarrista, amante da Adelaide.

Este quadro esteve numa exposição em Paris, com o título de  "Os bêbados,"mas mais tarde,José Malhoa seu autor, dá-lhe título de o "FADO."

Fados na Taberna da Musica em Belas - Sintra

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